O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um dos principais indicadores do mercado financeiro brasileiro, essencial para investidores de renda fixa. Hoje, o CDI mensal está em 1,10%, refletindo a taxa de juros vigente de 14,25% ao ano. A taxa acumulada em 12 meses já alcança 14,15%, destacando sua importância para aplicações atreladas a esse índice, que varia constantemente.
Confira o artigo para entender como o CDI hoje impacta seus investimentos e aprenda a acompanhar seus valores de maneira prática.
O valor da taxa CDI acumulada em 12 meses está em 14,15% no ano, considerando que a nova taxa de juros de 14,25% permitiu que o CDI fosse a 1,10% em termos mensais.
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um dos principais índices do mercado financeiro brasileiro, fundamental para quem investe em renda fixa. Ele funciona como uma taxa de empréstimos diários entre bancos, regulada pelo Banco Central, que exige que as instituições financeiras fechem o dia com saldo positivo. Para equilibrar suas contas, os bancos que precisam de recursos fazem empréstimos com outros bancos, em operações de curtíssimo prazo, geralmente liquidadas em até 24 horas.
A taxa CDI reflete a média dos juros praticados nessas transações interbancárias, tornando-se um indicador essencial para aplicações de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs, que costumam ter rendimento atrelado ao CDI.
Embora as operações que definem a taxa CDI aconteçam diariamente, o mercado financeiro costuma acompanhar os resultados no acumulado mensal ou anual. A Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados), responsável por registrar essas transações, divulga diariamente a Taxa DI, que serve como base para calcular o CDI. Por isso, acompanhar o CDI hoje é essencial para entender os rendimentos de suas aplicações financeiras e ajustar estratégias de investimento de forma eficaz.
Mês (em 2024 e 2025) | Taxa CDI mensal |
Abril/24 | 0,89% |
Maio/24 | 10,79% |
Junho/24 | 0,83% |
Julho/24 | 0,91% |
Agosto/24 | 0,87% |
Setembro/24 | 0,84% |
Outubro/24 | 0,93% |
Novembro/24 | 0,79% |
Dezembro/24 | 0,93% |
Janeiro/25 | 0,91% |
Fevereiro/25 | 0,99 |
Março/25 | 0,54% (mês incompleto) |
Em 2025, o valor do CDI acumulado no ano está em 2,56%. Ao longo dos meses foram:
Em 2024, o valor do CDI acumulado no ano foi de 10,88%. Ao longo dos meses foram:
Se você precisar atualizar algum valor pela taxa CDI, pode usar a Calculadora do Cidadão do Banco Central do Brasil. Lá, é possível fazer simulações com valores passados. Para isso, basta colocar as datas e o valor que deve ser atualizado.
O CDI deve permanecer relativamente estável nos próximos meses. Isso porque, a taxa Selic, deve permanecer inalterada ao longo dos próximos meses.
O CDI e a Selic estão diretamente conectados, pois a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira que influencia todas as demais taxas, incluindo o CDI. Quando a Selic sobe, o CDI também tende a acompanhar esse movimento de alta, e o mesmo ocorre em caso de queda, já que ambas seguem a mesma lógica de mercado.
Em março de 2025, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu aumentar a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano. Essa decisão foi tomada como uma resposta ao cenário econômico, marcado por incertezas em relação à política fiscal e às contas públicas, além de pressões inflacionárias persistentes. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom indicou que é provável haver uma nova alta residual nas próximas reuniões, com o objetivo de alinhar as expectativas de mercado e assegurar o cumprimento da meta de inflação no horizonte relevante.
Com o aumento da Selic, o CDI também foi impactado, subindo para 1,10% ao mês e acumulando 14,15% em 12 meses. Isso demonstra como mudanças na Selic afetam diretamente o CDI, sendo crucial para investidores de renda fixa entenderem essa dinâmica, pois muitos produtos financeiros têm rendimentos atrelados ao CDI. A decisão do Copom reforça a importância de acompanhar esses indicadores para ajustar estratégias de investimento.
O CDI é uma das taxas mais utilizadas como índice de referência nos investimentos de renda fixa. Os títulos atrelados ao índice são pós-fixados. Os mais comuns são:
A verdade é que não existe um único investimento considerado o melhor para todos, já que a escolha vai depender do perfil do investidor. Mas, existem algumas opções que são bastante atrativas para grande parte dos investidores.
Primeiramente, é importante destacar que a taxa Selic está em 14,25% ao ano e a tendência é que o CDI continue elevado em 2025, sendo assim, investimentos atrelados ao índice podem ser bastante atrativos, como os que citamos acima. Além disso, o Tesouro Selic também é interessante, já que a permanência da taxa Selic em patamares elevados faz com que o Tesouro Selic ganhe mais importância.
Investir em renda fixa envolve aplicar recursos em instrumentos financeiros com rentabilidade definida no momento da aplicação ou estabelecida por regras específicas. Esses investimentos mantêm os retornos consistentes ao longo de sua vigência. As principais categorias incluem pré-fixados, que oferecem uma taxa de juros fixa e conhecida na aplicação; pós-fixados, que ajustam o rendimento com base em índices como CDI ou Selic; e híbridos, que unem uma taxa fixa à variação de índices, como a inflação.
São exemplos de investimentos em renda fixa:
O primeiro trimestre de 2025 apresenta um cenário promissor para os ativos de renda fixa, especialmente os de menor risco. Com a alta da Selic já praticamente definida para as duas próximas reuniões do Copom, esses ativos ganham destaque devido ao elevado rendimento atrelado à taxa básica de juros. Como a Selic é referência direta ou indireta para a maioria dos títulos de renda fixa, o aumento dos juros reforça sua atratividade para investidores que buscam segurança e rentabilidade no atual contexto econômico.
Os sinais do mercado financeiro indicam a manutenção de uma taxa CDI elevada. Primeiramente, observa-se uma desvalorização do Ibovespa devido às incertezas na economia brasileira, especialmente em relação à questão fiscal. Ademais, a economia americana apresentou desaceleração menos tímida nos dados recentes de mercado de trabalho, o que tende a favorecer a queda de juros por lá e melhores oportunidades de rendimentos no Brasil.
A expectativa é que o Banco Central brasileiro eleve os juros na próxima reunião, alcançando 14,75%. Esse cenário pode beneficiar o mercado de renda fixa no Brasil, com destaque para CDBs, títulos públicos atrelados à inflação e à Selic.
O CDI hoje, com o mês de março aberto está em 2,56% no ano, com uma taxa mensal de 0,54% em março. Em 12 meses, considerando o fechamento do mês, a taxa acumula 14,15%.
Como o CDI está com tendência de permanecer elevado, revertendo as expectativas de queda que se tinham para 2024, investimentos indexados no índice são boas opções, como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RD).
Os sinais do mercado financeiro indicam a manutenção de uma taxa CDI elevada.
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