Quando se trata de garantir um futuro financeiro estável, a Previdência Privada é uma opção que oferece benefícios fiscais, e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) oferece a possibilidade de deduzir até 12% da sua renda bruta tributável no Imposto de Renda, o que resulta em uma redução na carga tributária ou até um aumento na restituição.
A tributação do PGBL pode gerar dúvidas, mas com as informações corretas, é possível tomar decisões mais claras.
Neste artigo, vamos explicar como funciona a tributação, as diferenças entre as tabelas regressiva e progressiva, e como declarar tanto as contribuições quanto os resgates no Imposto de Renda. Continue lendo para entender os detalhes e aproveitar os benefícios dessa opção para o seu futuro financeiro.
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de Previdência Privada que oferece benefícios fiscais para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. As contribuições feitas ao PGBL podem ser deduzidas até 12% da renda bruta anual tributável, o que resulta em uma redução no imposto a ser pago ou aumento da restituição.
Esse benefício tributário é válido apenas para contribuintes que contribuem para o Regime Geral de Previdência Social ou para o Regime Próprio de Previdência Social. No momento do resgate, o Imposto de Renda incide sobre o valor total do PGBL, ou seja, tanto sobre as contribuições quanto sobre os rendimentos acumulados.
Vale a pena ter um PGBL se você busca uma maneira de complementar sua aposentadoria e aproveitar benefícios fiscais. Esse tipo de plano permite que você deduza até 12% da sua renda tributável no Imposto de Renda, o que pode resultar em uma menor carga tributária ou uma maior restituição. Isso é vantajoso para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e tem uma renda bruta anual significativa, permitindo reduzir os impostos pagos ao longo do tempo.
Além disso, o PGBL oferece flexibilidade no resgate e proteção patrimonial, já que o valor acumulado não entra no inventário em caso de falecimento, facilitando o processo de sucessão.
Por outro lado, é importante considerar que a tributação no PGBL incide sobre o valor total resgatado, incluindo tanto as contribuições quanto os rendimentos, o que pode ser um ponto negativo para quem pretende resgatar o valor em curto prazo. A liquidez também é baixa, e taxas como a de administração e carregamento podem impactar os retornos.
Portanto, o PGBL é mais indicado para quem tem um objetivo de longo prazo, como a aposentadoria, e deseja usufruir dos benefícios fiscais, sabendo que não poderá acessar o valor sem custos significativos antes de atingir a maturidade do plano.
A tributação do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) pode ocorrer de duas formas: pela tabela progressiva ou pela tabela regressiva. Ambas afetam o valor do Imposto de Renda, mas funcionam de maneiras diferentes, dependendo do tempo do investimento e da renda do contribuinte.
As alíquotas vigentes da tabela progressiva no PGBL são:
A tabela progressiva é a melhor escolha para tributação do PGBL se você se aposentar com uma renda inferior a R$ 4 mil. Nesse caso, é preciso somar todos os valores: das previdências social e complementar, possíveis rendimentos de investimentos e aluguéis, entre outros.
Período | Percentual de IR |
---|---|
Até 2 anos | 35% |
Entre 2 e 4 anos | 30% |
Entre 4 e 6 anos | 25% |
Entre 6 e 8 anos | 20% |
Entre 8 e 10 anos | 15% |
Mais de 10 anos | 10% |
A tributação do PGBL é recolhida diretamente na fonte, ou seja, no momento do resgate do valor investido. Quando o investidor retira o dinheiro, o imposto de renda é descontado automaticamente.
Dependendo do regime de tributação escolhido, seja a tabela regressiva ou a progressiva, o imposto é calculado sobre o valor total resgatado, e o montante será reduzido pela alíquota correspondente. Assim, o valor líquido que o investidor recebe já estará com o imposto descontado.
Se você realizou resgates no seu plano PGBL, veja como declarar de acordo com a sua tabela de tributação: planos com a Tabela de Tributação Regressiva, Progressiva e se você recebeu valores isentos por moléstia grave.
Caso tenha realizado contribuições no seu plano PGBL, é necessário declarar as contribuições feitas durante o ano-base. Para isso, siga as etapas abaixo:
Para deduzir o PGBL no Imposto de Renda, faça a declaração no modelo completo e informe o valor das contribuições na ficha “Pagamentos Efetuados”, usando o código “36 – Previdência Complementar”. A dedução pode ser de até 12% da sua renda bruta anual tributável, desde que você contribua para o Regime Geral de Previdência Social ou para o Regime Próprio de Previdência.
O PGBL deve ser declarado na ficha “Pagamentos Efetuados”, com o código 36 (Previdência Complementar).
As taxas cobradas para execução dos serviços nos planos de previdência do PGBL são:
A taxa de administração consiste em um percentual cobrado sobre o patrimônio do fundo. Ela é divulgada anualmente, mas sua cobrança é diária. O ideal é que seja a menor possível.
A taxa de carregamento é cobrada sempre que você faz um aporte. Na maioria das vezes, é isenta. Por isso, vale a pena pesquisar.
A taxa de performance incide quando a rentabilidade do fundo fica acima de um indicador usado como referência. É uma espécie de bônus ao gestor.
Agora, você já sabe como declarar o PGBL no Imposto de Renda, bem como todas as características e taxas deste plano de previdência privada. O próximo passo é se programar para garantir uma aposentadoria mais tranquila com uma boa reserva financeira.
Ao investir no Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) você passa a ter várias oportunidades no futuro, inclusive a chance de viver no exterior na aposentadoria.
Entretanto, qualquer que seja sua escolha pela tributação do PGBL, o investimento é interessante para garantir o seu futuro. A previdência complementar é pouco agressiva e arriscada, diminuindo os riscos de perda de dinheiro.
Além disso, o gestor costuma aplicar tanto na renda fixa quanto na variável para potencializar os ganhos. De toda forma, é necessário usar um simulador para ver qual opção compensa mais e considerar seus objetivos.
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O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é uma das modalidades de previdência privada existentes no Brasil. Sua principal característica é o desconto na declaração do Imposto de Renda (IR) com limite de 12% da renda bruta.
– Entre no programa gerador da Receita Federal;
– clique na aba “Pagamentos efetuados”;
– selecione o código 36, referente à previdência complementar;
– insira o nome e o CNPJ da instituição que você contratou e que é responsável pelo seu plano;
– preencha o campo “Valor pago” com o total de contribuições que você realizou durante o ano-calendário da declaração.
A tributação do PGBL funciona somente no momento do resgate, sobre o montante total sacado. Porém, existe uma dedução de até 12% da renda bruta na declaração anual do IR.
Crédito de imagem: Envato Elements
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